domingo, novembro 01, 2015
Faz, a vida faz
quarta-feira, outubro 07, 2015
QUERIDA VIDA...
sexta-feira, setembro 18, 2015
Vício é querer a dor mais forte e escolher o lado errado sempre
domingo, agosto 12, 2012
Autonomia
quinta-feira, janeiro 26, 2012
A Stella Mares guarda um bom lugar pra mim
"Deixo a onda me levar
quarta-feira, novembro 09, 2011
Sempre atravessamos e nunca acontece nada, nada.

terça-feira, agosto 02, 2011
Autocrítica

A grande verdade é que todos esses textos são ruins, palavras com gosto amargo, frases com rancor e pensamentos saudosos e pessimistas. Entrelinhas não valem de nada, nada!
O que se tenta retratar é o meio termo que existe entre o colorido e o preto e branco. Palavras e pensamentos que caem de um céu em um temporal de sentidos. Uma estrada complexa e torta, de um motorista errante; ou mesmo, tão somente aquilo que merece ser dito uma vez que se pensa.
Penso agora que você não deveria estar aqui; eu não deveria estar aqui e nada disso deveria estar por aqui; isso se a vida fosse do jeito que imaginávamos quando éramos crianças.
É que todos os textos, nada são.
Eu sou ruim e você também é ruim.
Aproveitem os caminhos.
sexta-feira, julho 15, 2011
Os Funerais do Coelho Branco - Parte II
Os Funerais do Coelho Branco II
Dance of Days
Sartre da São João, hálito de bebida barata
e meio Vila Rica amassado no bolso.
Devorador de memórias de prostitutas e arruinados,
o doce prazer dos últimos trocados.
Hoje escreverei o livro de toda minha vida,
e trocarei os manuscritos por beijos e carinhos pagos.
Foi tudo um engano.
Um enorme engano do acaso.
E acabei aqui, vencedor mais derrotado, de troféu entre os braços,
sem ninguém pra me chamar de herói.
Velando meus coelhos brancos.
(...)
As pessoas não ficam, sempre passam,
evitam contato com o homem e seus desencantos.
E eu assisto tudo, como um filme de quinta categoria,
sem saber porque faço ou falo coisas.
Em um cinema sujo e triste, as mulheres me cospem, o coração desiste
e deixo o orgulho para as moscas.
(...)
Um brinde então, a esse odor de quarto úmido,
a televisão que não sintoniza.
Um brinde ao Domingo, ao tédio, a esse colchão imundo,
onde casais feios treparam por dias.
Eu sou herói de ninguém e quero um quarto sem espelhos.
Um corpo sem nome pra abraçar com os joelhos.
Porque hoje sou o que sou, o leão covarde da boca do lixo
na estrada de tijolos mais suja e cheia de bichos.
Decorei poesias, li Kierkegaard, Nietzsche até o raiar do dia.
E só conheci mesmo na vida os demônios sujos que não conhecia.
(...)
Verdade Fernando, jamais conheci mesmo quem levasse porrada
e todos que conheci me chutaram mesmo caído à calçada.
Holden estou aqui, de esperanças enterradas.
Atravesso, atravesso a estrada e nunca acontece nada... nada.
quarta-feira, junho 29, 2011
Mas você lembra?
Mas você não se lembra? Pode confessar, não vou brigar.
Você não se lembra de nada. Pergunto-me qual foi a última vez que pensou em mim. Não pergunto a você, pois temo a resposta. Creio que tenha me apagado de uma vez das suas lembranças, das suas memórias, tão cheias, feridas, tão machucadas, eu diria.
Lembra por que me amou um dia?
Lembra do que há em mim que te chamou a atenção?
Lembra, ao menos uma vez, uma última vez, do gosto do meu beijo quando beijava o teu beijo.
Hoje, sou apenas uma sombra. Refaça-me, pois hoje sou apenas um, fantasma, que quer habitar suas memórias...
quinta-feira, junho 16, 2011
Bandeira a meio mastro
Muita coisa na minha vida já rareou, e eu escrevo, pois é alguma coisa me resta.
Os dias que vão passando não me deixam saudades, saudades eu tenho da época em que nem sabia o que significava a palavra saudade, e eu só tinha que seguir em frente, somente.
Sentimento de inadequação psico-social, sem explicação. Daí todos me dizem obras puras de eufenismos, para coisas que eu já sei sobre a realidade. Chegam de peitos estufados e cheios de si, nessas madrugadas que nos deixam em carne viva!
Daí em diante, recolhido, quieto e ensimesmado. Mas há de convir, nunca me expus tanto, você sequer para me impedir. Com esse alvoroço que andam as coisas, mal engoli no almoço e nem sinto o gosto algum.
Eu te aconselho: Nem queria saber, nem queira saber.
O que me mantém vivo, também me mata e me machuca. É a dor. Tem que doer na carne a ferida aberta e exposta. Depois, no final das contas, tudo vira carne de abutre.
quinta-feira, junho 02, 2011
Dazed and Confused*
“Mas eu não quero me encontrar com gente louca”, observou Alice.
” Você não pode evitar isso”, replicou o gato.
“Todos nós aqui somos loucos. Eu sou louco, você é louca”.
“Como você sabe que eu sou louca?” indagou Alice.
“Deve ser”, disse o gato, “Ou não estaria aqui”.
Lewis Carroll
Estamos perdidos na floresta.
Muito juizo… Sempre, sempre eu digo… Mas eu não consigo ter…
Pois é Alice… Pois é…
*Título e post baseados na ótima música do Led Zeppelin.
quinta-feira, maio 26, 2011
É vício não querer viver

quinta-feira, maio 12, 2011
Dentre idas e vindas, promessas e nostalgia*
*Ou mesmo o esboço de uma teoria falida quarta-feira, abril 27, 2011
Entrevista com vampiro
Contudo, como a chance de eu ser entrevistado por ele é um pouco pequena, eu mesmo me entrevistei através de umas perguntas bem humanas e simples, o resultado é esse:
Nas últimas 24 horas...
Você chorou? Tive vontade.
Ajudou alguém? Acredito que sim.
Disse 'eu te amo'? Não
Brigou com alguém? Não
Falou ao telefone/com quem: Sim, ex-colegas de faculdade e tentei os clientes.
Abraçou alguém: Sim
Se apaixonou: Todos os dias.
Um lugar: Escandinávia
Um desejo: Ser feliz e mais normal.
Um ídolo: Qualquer um que tenha sido verdadeiramente sincero na sua vida.
Um arrependimento: Algumas decisões tomadas, digo, várias. Algumas coisas feitas e outras não feitas.
Beijou: Não.
É ciumento: Tenho sim os meus ciúmes...
Um sentimento: Perplexidade.
Um medo: Quando o meu livro dos dias terminar sem ser terminado.
Um dia: Quando eu vim ao mundo.
Uma paixão: Conhecimento.
Um vício: Cigarros e músicas.
Um mês: O que vem depois de dezembro e antes de janeiro.
Um amigo: Meu irmão.
Um bom ouvinte: A parede.
Uma amizade que venceu o tempo: A de algumas pessoas da época de faculdade.
Uma estação: Inverno, definitivamente.
Um sonho: Rodar o mundo, chutar uma macumba e ter uma banda de rock!
Razões para sorrir: O amanhã.
Eu devia ter mais: Paciência.
Eu devia ter menos: Racionalidade.
Eu tenho: Camisas das minhas bandas favoritas.
Eu preciso: De alimento e outros sentimentos.
Me dói: O peito.
Eu acho: Que esse mundo está perdido, a gente precisa começar tudo de novo e esse povo é tolo demais.
Eu sinto: 100 anos de Solidão.
Posso confiar: Na minha família e nas minhas verdades.
Acredita no amor? Pode ter certeza que ele existe.
E na fidelidade? Depende das partes.
Quer casar? No momento não, obrigado.
Quer ter filhos? Alguém precisa continuar essa saga-sagaz.
Uma pessoa que eternizará no seu coração: Todos os meus heróis, e todas as pessoas que participaram dos meus momentos em que não fui somente coadjuvante no mundo. Aos companheiros das batalhas perdidas também... E as que ficaram pelo caminho.
Uma boa lembrança: De quando a gente era feliz e não sabia.
Um modo de ser: Agradável demasiadamente.
Um time: Cruzeiro.
As que se pode confiar: Essencialmente a família.
Um fim: Uma ópera parabucólica!
quarta-feira, abril 06, 2011
Metamorfoseando
quinta-feira, março 31, 2011
E eu, que fiz pouco caso de um gênio
"Sempre apegado aos detalhes, e são eles que nos fazem sofrer, Rodrigues..."
sábado, março 19, 2011
Passado a limpo, lindo e passado

Ao mesmo tempo, nada mudou. O frio que quase tem feito - e muito mal feito - e essa chuva que insiste em cair ainda me trazem conforto, ou algo que o valha. E toda vez que escuto o Morphine com todos aqueles metais e um baixo bem grave, me arrepio todo. Minha raiva do espelho continua, minha mania de contar estrelas no céu à noite também, assim como várias outras manias. Olhando assim, o tempo parece não ter passado, poderia até dizer que continuo nos meus 18 anos; neste ponto. (ponto)
Um monte de livros que eu sequer passei da décima página estão jogados no chão. Não sei, talvez essa busca em escritos por algo que me dê sentido esteja me atormentando demais; mais do que realmente deveria, se é que deveria mesmo, enfim, eu realmente não sei. Quero respostas imediatas, fim de angústias e incertezas. Eu sempre fui assim, não é? Por mais que você tenha tentado me ensinar que precisamos refletir mais sobre nós mesmos, acho que eu nunca tive coragem de tentar. Talvez eu tenha muito medo de mim, muito medo de me conhecer de verdade.
Apesar disso tudo, há algo de novo aqui. Porque minha vida está diferente, eu sei. E ainda que seja estranho, não é ruim. Você não deve ter reparado, até por estar tão distante agora.
quinta-feira, março 10, 2011
Bem dentro de mim, onde a dor não encontra afago
Quero ver cores, quero ver sorrisos, talvez apenas um único sorriso; sincero como sempre o foi, que sempre me dava um tom perene e infinito... De verdade, a gente sabe que é de verdade mesmo.
Eu não tenho visto nada disso há muito tempo, eu quero uma vida de verdade e quero ser como todo mundo é. Na verdade, ninguém sabe o quão doloroso é viver assim, o tão doloroso é ter que envolver tanta gente assim e ter que sentir e fazer sentir tanta dor.
Eu não quero mais sentir dor. A dor física nada me dói quanto a dor de algo que eu não sei explicar, mas tão somente sentir e sofrer.
Nesse caminho, acabei ferindo muita gente que só queria o meu bem. E eu juro por tudo que poderia gritar ao mundo implorando por aceitação, pois dele eu fui cuspido, com muito espinho acabou ferindo os meus bens, que só após TER que sofrer, vi que eram e ainda o são tão valiosos e sagrados para mim.
Eu tive a prova viva disso, eu vivi a experiência disso.
Mas, ainda não achei resposta do por que da vida em me preterir o caminho da dor, tão ligado ao aprendizado?
O meu sofrimento já o é bastante para me penitenciar, precisei me afastar do que gosto para poder achar, sem machucar ainda mais além de mim.
Onde tudo isso vai parar?
Eu quero o verbo e quero que venha forte e estrondoso e que realmente isso tudo PARE!
terça-feira, março 01, 2011
Pensamentos e reflexões de Geovanne Casanova

Tenho realmente pensando em coisas com o objetivo de não me deixarem lembrar das noites em que eu fiz e refiz planos para trocar minha vida por outra vida. Restos de comida, copos e cinzas de cigarros nos tapetes de festas que nunca estive e sequer ninguém me viu...
Nada mais é do que uma teoria de sobre estar só. Ora, pensemos, se o inverso de ser feliz é a certeza de saber que nem sempre temos as respostas que queremos ouvir?
E ela diz:
-Então me liga!
Mas na verdade sequer lembra o meu nome
Respondi:
-Ligo sim... É claro.
Acabo sempre ligando e dizendo:
- Sabe, hoje talvez passe aquele filme que eu gosto tanto...
É verdade, eu poderia muito bem ser gentil e perguntar mais um monte de coisas fúteis, mas a verdade é que eu queria mesmo era ter um copo de água suja pra beber e parar de fingir!
Será que o vazio é bem maior agora? Agora sim sabemos ter feito o melhor e deixamos tudo mais pra depois, pra depois.
Sabe? As vezes eu mesmo me pego pensando assim:
-Deixa pra lá.
Cansa menos, e pra você?
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
A incansável briga por alimento de Rodolfo Valentino

Estudamos muito, trabalhamos mais ainda, consumimos demais, falamos muito, crescemos, aprendemos; compramos casas, carros, viagens, planejamos diversões... E tudo isso sabe pra quê? Para acalmar nossos demônios.
Deixá-los tranqüilos dentro de nós, dando a eles o alimento necessário.
Só que no fundo todo mundo sabe que somos aquelas mesmas criancinhas cruéis, que davam apelidos horríveis aos coleguinhas, que faziam brincadeiras unilateralmente engraçadas com pessoas escolhidas a esmo por pouco tempo de convívio.
Tudo isso nos primeiros anos de convívio social...
É a natureza, nascemos assim. Com muito prazer em afirmar todas as coisas que nos dizem para não sermos.
A gente gosta mesmo é de bancar o bandido, de fazer o errado, de quebrar as coisas... Mas...Vivemos nos educando para não ser/fazer isso.
A cada vez que suportamos pessoas que detestamos e que resolvemos brigas que queríamos deixar para trás, que sorrimos com gosto de fel na boca...
A gente gosta mesmo é de dizer que somos CIVILIZADOS, não é mesmo? Mas tem dia que dá vontade de sair correndo, gritando e tacando fogo em tudo.
E num desses devaneios que penso o quão idiota é o ser humano. Já já suas criancinhas internas estarão sedentas e com fome, dê-lhes algo! Alimente-os! Reeduque-se! Controle-se!
"(...)Pra cidade cinza eu travo meus dentes.
Com o olhar vermelho cuspo aguardente.
Me passam rasteiras, me fazem chorar
de ódio, de medo de não suportar.
Meu vício é ser vivo.
Meu sangue é valente.
Guerreiro nas ruas, sou sobrevivente.
Eu grito e a fumaça me faz sufocar. "

