quarta-feira, maio 16, 2007

Boas Novas

Até que fim o dono deste blog resolveu escrever alguma coisa por aqui, mesmo que não seja muito importante, não é nada bom deixar esse blog às moscas, mesmo que seja para satisfazer minha IMENSA gama de leitores assíduos; que, por sinal, devem estar ansiosos por mais uma genial postagem...
Não! Não sou/estou egocêntrico, apenas fui cínico, como de praxe.
É que por esses dias me deixei ser levado por alguns acontecimentos inusitados, algo que eu ansiava muito, mas, com sinceridade, não imaginava que fosse ocorrer! Conclusão: Fui pego de surpresa!
E olha que eu sou do tipo que odeia surpresas, haja vista meu altíssimo nível de ansiedade para as coisas! Enfim, com surpresa ou sem surpresa a ansiedade é a mesma.

Alguém deve entender direitinho o que eu estou dizendo aqui, pois faz parte dessa história também! heheheh

No mais, é isso! Apenas me atenho a postar alguma coisa para não usucapirem meu excepcionalíssimo blog! hehehhe

quarta-feira, abril 25, 2007

Makes no sense it all

Às vezes acordo na segunda com ar de sexta, desejando que a semana nem mesmo se iniciasse.

Às vezes a ressaca de quinta me faz acreditar que acordei no domingo.

Muitas vezes sinto o tédio de um domingo durante toda a semana.

-O que você quer de mim?

-Não sei!

-Deveria.

-Tudo bem! Tudo bem! Que dia é hoje?

-Que diferença faz?

-Agora eu quero saber!

-E pra quê? No final não é tudo igual?

-É?

-Vai acabar sendo...

terça-feira, abril 24, 2007

Utilidade pública

Prezados leitores,

O blog se encontrará às moscas durante essa semana. Motivo: MONOGRAFIA.
Esse meu velho hábito de deixar as coisas para a última hora ainda vai me custar caro.

É isso.

sexta-feira, abril 20, 2007

Dia do índio, noite de índio

Dia do índio, não poderia ser diferente! Programa de índio!

Pois bem, ontem foi o aniversário de um amigo, e como de praxe fomos até um bar para comemorar esta data especialíssima. Chegamos até lá, com o quorum mínimo, já que sempre quando há aniversário de alguém da galera o povo não costuma muito a participar, restando apenas uns gatos pingados. Isso já é tradicional.

Até então nenhuma novidade, após algumas cervejas, algumas caipivodkas a conversa toma proporções colossais, tudo nos conformes com direito até mesmo a um show de mágica de uma garoto que se dizia irmão do falecido Mister Euller...

Moleque bom de magia deixou o povo da mesa de queixo caído, e olha que eu não sou fã dessas coisas não. Mas reconheço que o camaradinha mandou bem demais.

Então, o após isso tudo o aniversariante resolve ir buscar a prima que estava saindo da faculdade, fui com ele até lá. Porém, aí começar a noite de índio! Como ele estava querendo ir para outro bar ainda terminar seu glorioso dia de aniversário resolvi acompanhar! O carro começa a dar problemas...

Começou e não parou mais, com direito a parada forçada em plena Praça Raul Soares ás 22:30h! Imagina o naipe da galerinha que estava solta na rua nesse horário e nesse local?! Mas não tínhamos alternativas, tentamos empurrar o carro para ver se pegava na descida e quase sendo atropelados pelos ônibus que passam por lá a milhão naquele horário.

Conseguimos colocar o carro quase em frente ao mercado central e nada do carro pegar! Inferno! Nisso, com o carro parado aparece um monte de “mecânico” querendo re$olver o problema. Infrutíferas tentativas...

O jeito foi mesmo chamar o reboque, que só foi chegar lá por volta das 00:30h. Sim, ficamos esse tempo todo esperando e vendo o movimento maravilhoso que rola no centro naquele horário, só tinha “santo” na rua naquele pedaço...hahahha

Por sorte havia duas viaturas ao nosso lado, e, diga-se de passagem, que NENHUM dos policiais se prestou para ajudar. Bacana.

Não havia mais nada a se fazer que não esperar o reboque chegar e gastar o tempo jogando conversa fora e rindo do nosso espetacular programa feito no aniversário dele, já que o negócio era ZOAR né...

Enfim, o reboque chega e deu tudo certinho. Esse foi o programa de índio...

quarta-feira, abril 18, 2007

O Justiceiro

Pensando sobre essa onda de violência que vem ganhando a cada dia mais força no mundo, fico pensando o que há de errado?

Nos Estados Unidos há alguma explicação sim, aquele governo prepotente e arrogante sempre coloca seus cidadãos em perigo, como ocorreu agora na Universidade Técnica da Virgínia. O governo com sua política devastadora fica colocando em xeque a integridade física do seu povo, tal como ocorreu no fatídico 11 de setembro. Tudo bem, enquanto eles ficam enaltecendo sua forma de governo, seu capitalismo sem freios, e sua cultura pro-individualismo, continuará com a tempestade de aviões e chuva de balas nas universidades, matando todo aquele povo que a gente vê naqueles filmes idiotas de jovens americanos. Não quero seu mal, apenas que vejam que há alguma coisa errada.

Como o Bush é inatingível, sobra para o povo, que fica vulnerável.

Sobre o artista principal dessa tragédia; Cho Seung-Hui, um veterano de 23 anos de idade que iria se graduar em Língua Inglesa, chegou aos Estados Unidos ainda criança da Coréia do Sul em 1992 e foi criado no subúrbio de Washington; de fato esse camarada deve ter sofrido na mão dos yankees idiotas, com aquelas brincadeiras de universidade.

Viva o imperialismo capitalista! Resultado: Pífias 32 mortes!

O que houve na verdade? Ele foi movido por um surto psicótico, um impulso de raiva. Em suma, isso um ato da loucura que atingiu o jovem. Não há mais explicações para serem buscadas, pois, a loucura não tem explicação, se tivesse explicação não seria loucura.

Quanto às guerras no Rio de Janeiro, acho bacana, quem sabe dessa forma não interditam as gravações das novelas por lá.

segunda-feira, abril 16, 2007

Mudando os conceitos

Seguindo conselhos alheios, vou passar a ter um novo ponto de vista sobre as coisas. Pois bem, de fato eu tenho ódio dessa estação, essa tal estação que eles chamam de outono. Mas convenhamos, BH não tem estações definidas mais, isso é coisa do passado, parece até que é tudo uma estação só que se inicia em 1° de janeiro e termina em 31 de dezembro. Enfim, é tudo a mesma porcaria, o mesmo calor, o mesmo sol fritando nossas cabeças.

Mas voltando centro deste post, o que eu quero dizer é que vou tentar não odiar tanto esse tal de outono neste ano de 2007, haja vista que sempre tive um repúdio enorme por essa estação. Senão vejamos, olha o quanto é estranho: Faz um sol de lascar, mas ele não esquenta nada, mesmo com o sol, o tempo continua frio. Isso me irrita muito, esse falso frio do outono. Não me engana mais. Mas vou tentar ser mais tolerante.

Acho que meu problema com o outono não é climático, deve ter alguma coisa intrínseca nisso, deve não, de fato há!

Prefiro por muito os meses subseqüentes ao meio do ano, em outras palavras, sou mais o segundo semestre mesmo! Essa coisa de primeiro semestre não ta com nada, parece que são seis meses de “começo” de ano, e ele só começa mesmo no segundo semestre.
Eu sou assim.

terça-feira, abril 10, 2007

Sexo, palestras e rock and roll...

Pois bem, há algum tempo sem postar em virtude do Emed 2007, como este é meu último semestre na faculdade resolvi embarcar nessas aventuras de encontros de estudantes. Enfim, havia levado toda a faculdade muito a sério e nem pensava em participar dessas coisas, mas agora por ser o último ano, em tom de nostalgia, participei.

O que falar sobre isso tudo? Das palestras? Das oficinas? Não! Nada disso! O que realmente imperou foi a curtição do povo. Sinceramente, eu pensava que esse povo que faz comunicação e coisas do gênero é quem sempre faziam as maiores bagunças. Errado! O povo de direito fez uma bagunça das grandes naquela cidade de Pouso Alegre. Confesso que eu nunca havia visto um encontro com tanta gente maluca assim na minha vida. Parabéns aos estudantes de direito de toda Minas Gerais! Hahahha

É desta forma que vamos dignificar ainda mais nossa profissão. Mas chega de pagação de pau! Deixa o povo curtir, quem pensava no futuro por lá pensava onde comprar uma cerveja mais barata, após esgotar seu estoque! Ahaaahah

O que aconteceu foram festas durante todo o tempo, no alojamento que se localizava numa escola municipal, vendia-se até mesmo cerveja. Ou seja, era tudo escancaradamente liberado, tipo...Bogotá...

É cada maluco que me aparece nesse caminho...A exemplo cito o maluco de Ituiutaba, que se parecia com o Kurt Cobain, ressalto, em todos os sentidos. Para vocês terem uma idéia, o camaradinha estava tão, mas tão alucinado que estava pensando que iríamos roubar o seu rim! Isso é só um dos casos. Pra falar verdade, acho uma chatice ficar contando casos sobre isso, é simples, quem estava por lá viu, riu e curtiu. Apenas isso.

Para quem já participou de boas bagunças tudo isso pode soar como repetição. E é verdade, nada muda, apenas os personagens desses episódios.

Em suma, a cidade está de parabéns, o encontro também, muita gente bonita, inclusive o próprio povo de Pouso Alegre. Surpreendeu.

Agora o que me resta é voltar e continuar meu “projeto formatura”. Here we go!

quarta-feira, abril 04, 2007

Conversas noturnas - PARTE II


-E ai? O que você acha da gente?

-Como assim “da gente”?

-Ahhh...Você entendeu, não finge de bobo!

-Não! Não entendi nada, isso pode ser muita coisa. Tem como você ser um pouco mais clara, pelo menos uma vez na vida?!

-Ihh...Já tá de mau humor? Acho melhor deixar pra lá então...

-Não! Agora você vai ter que falar! Senão nem vou conseguir dormir hoje!!!

-Exagerado...

-Acho que entendo o que você quis me dizer, você quer saber o que eu estou achando de nós dois, desse nosso tempo juntos e blá, blá blá... É isso, não é?

-“blá, blá, blá”???

-...

-É, é por aí, sabia que você ia sacar de primeira, mas ia tentar me enrolar! Isso é típico de você! Hehehhe

-Mas que absurdo, não sou assim não! haha

-Ahh...Nem vem, é sim! Você sabe!

-Tá bom, aceito críticas vindas de você. Mas aqui, o que você quer saber exatamente sobre isso?

-Quero saber o que você está achando e como você está se sentindo, e se você vê futuro nisso tudo.

- Karaka! Cheia de perguntinhas difíceis hoje, hein?! Ainda por cima me pega de surpresa...Nem tem como eu pensar direitinho sobre isso, mas eu posso te dizer que tá bacana, to curtindo isso tudo.

-Mais uma resposta evasiva.

-Mas o que você quer ouvir de mim??? Quer que eu use daquelas frases feitas do tipo “Olha só, to gostando da minha vida do jeito que ela está...”?

-Mas foi exatamente o que você respondeu só que em outras palavras.

-É! Mas também não é uma verdade, a verdade é que eu não sei se estou querendo essas coisas mais serias agora, to numa dúvida muito grande. Não quero nada serio, mas também não quero ficar sozinho. Será que você entenderia isso?

-Olha só, ta vendo como você complica as coisas?!

-É...Acho que eu tenho esse dom.

-Hahahah...Bobo! Pessoas mudam!

segunda-feira, abril 02, 2007

Reflexos de um fds

É...É verdade que esses fins de semana mostram muita coisa para muita gente, isso deve ocorrer pelo fato de todo mundo buscar se desvincular das atividades exercidas durante a semana e fazer coisas mais agradáveis e divertidas.

Mas não é bem assim, né? Após mais um desses fins de semana um amigo meu me conta sobre o que ele havia feito! Karaka! Nunca vi um cara fazer tanta merda em tão pouco tempo! Hahahah

Quando isso envolve uma garota a coisa se complica ainda mais! E foi o que ocorreu com o camarada, ele conseguiu ferrar com tudo, fazendo exatamente TUDO DE ERRADO. Bom, depois disso, a única coisa que eu poderia falar com ele é que ele tem 50% de chances de reverter a situação...Assim como ela tem 50% de probabilidade de continuar com raiva da cara dele.

Ahh...Isso depende muito da técnica de defesa que ele for utilizar. É necessário conhecer bem o “adversário” para tocar nos pontos fracos e nos pontos em que ela é mais sensível. Porém senhores, isso não basta.

Na verdade, o que eu estava tentando explicar para ele é que nem sempre ele vai poder fazer todas as merdas e depois consertar tudo, estabelecendo o status quo ante. Na verdade, o que todo mundo precisa entender um dia é nós não temos o controle sobre todas as coisa mundo, quiçá sobre as pessoas.

quarta-feira, março 28, 2007

Só para ilustrar

Pela falta de tempo nos últimos dias, provas, compromissos sociais, culturais, afetivos, dentre outros; não encontrei muita coisa de interessante na minha cabeça para postar aqui.
Desta forma, fica uma musica do Cazuza, que, por fim, ilustra muita situação na nossa vida, não?

É isso!

O Nosso Amor a Gente Inventa

"O teu amor é uma mentira
Que a minha vaidade quer
E o meu, poesia de cego
Você não pode ver

Não pode ver que no meu mundo
Um troço qualquer morreu
Num corte lento e profundo
Entre você e eu

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu

O nosso amor a gente inventa, inventa
O nosso amor a gente inventa, inventa

Te ver não é mais tão bacana
Quanto a semana passada
Você nem arrumou a cama
Parece que fugiu de casa

Mas ficou tudo fora do lugar
Café sem açucar, dança sem par
Você podia ao menos me contar
Uma estória romântica

O nosso amor a gente inventa
Pra se distrair
E quando acaba, a gente pensa
Que ele nunca existiu "

quinta-feira, março 22, 2007

Olha a confusão!

Tem coisas que acontecem e a gente nem acredita! Hahahhaha

Mas como eu digo, se fosse diferente não seria minha vida....

Pooo...Se engraçar com essas meninas que tem namorado não é uma coisa bacana per si, ainda mais quando garota é uma menina maluquinha, daquelas difíceis de lidar, é a receita completa para surgir uma série de fatores para complicar o meio de campo das coisas; pois bem, foi o que ocorreu num desses dias.

Bom, tenho que resumir porque a história é complexa e longa. Okay, ela me passou o telefone, numa dessas maluquices que se faz quando está num ambiente tumultuado e tals, tanto que o fez num guardanapo de papel, desses comuns e vagabundos que a gente acha qualquer ambiente pouco salubre.

Daí, com o numero em mãos, logo passei para o celular e fiquei de posse do mesmo. Mas nem me interessei, em prima face, em ligar, eis que a semana estava um pouco tumultuada e eu cheio de planos...

Eis que em pleno churrasco, meu celular começar a me chamar, era a dita cuja querendo dar as caras por lá. Até que seria interessante, mas foi ficando tarde, tarde, tarde... Enfim, a garota aparece para um churrasco que começou às 14h, às 22h! ahhahaha

Depois, no decorrer da semana, resolvo enviar uma msg no numero que ela havia me passado naquele nefasto guardanapo, para ver como andam as coisas e todo aquele charme masculino...hahahha

Dois minutos depois meu celular toca e uma voz masculina diz assim:

-Quem ta falando?

-Gustavo!

-Ah tá.

E desliga na cara, confesso a vocês que eu havia previsto alguma coisa do tipo! Na hora comecei a rir e não acreditava, minha cabeça pipocava! Até que meu celular toca novamente e é a garota desesperada falando que eu mandei a msg para o celular do namorado dela! Hahahahha

É mole? A única diferença nos números é de apenas UM ALGARISMO! Eis que ambos compraram juntos os aparelhos...

Karaka! Numa boa! A culpa não é minha! Não quero ferrar ninguém! Você quem me passou o numero errado, e eu distraído nem notei a diferença dele para o numero que você me ligava!

Um aviso: fiquem longe de mim! hehehhe


segunda-feira, março 19, 2007

A retomada.

Porra! É no mínimo engraçado essa nossa passagem pela Terra...

Há pouco tempo eu já estava com a cabeça tão somente sob a filosofia daquela antiga postagem “E quando você menos espera... Nada acontece!”. Essa coisa toda de ficar somente esperando e não fazer nada para mudar nada, finalmente não resulta em NADA, claro, depois de tanto nada não poderia resultar em alguma coisa que não em um monte de nada.

Arrrgghhhhhhhhh....Que confusão!

O mais bacana disso tudo são as coisas que a gente acaba refletindo nesse meio tempo de certa introspecção exacerbada. Pooo...Dá pra tirar muito proveito de muita coisa, por incrível que isso pareça.

Uma delas vem do fato de correr em busca das coisas. Isso é uma máxima. Mas deve ser analisada com certa frieza em alguns momentos, e, com muita emoção em outros. Resultado? Conflito entre razão e emoção! Mas isso faz parte da vida, ora! Conflitos de toda espécie fazem parte da vida, a gente adquire mais sapiência quando lida com algumas situações inusitadas.

E acaba descobrindo o quanto de tempestade podemos fazer em simples copos de água, e podemos descobrir o universo que se esconde, por muitas vezes, por trás de um cenário cinza criado por nós mesmos ( like a some blues...).

Poooo...Se você não quiser se levantar, é mais fácil ficar no chão, deitado, sentado ( e pode ter certeza que tem um monte de gente torcendo pra te ver desse jeito!); ficar de pé é mais complicado. É complicado porque é ameaçador, ou seja, as pessoas têm medo.

Enfim, quando vou me sentar novamente? Vai bater de frente?
Bom, um pouco de Dead Fish para ilustrar...hahaahahha
"Quando eu cai e beijei o chão
Vi em seus olhos algum
Brilho de prazer
Rastejei por algum tempo
Entenda isso foi muito
Bom pra mim!
Pude encarar minhasVerdades....
De frente pude ver
O quanto posso errar,
Falhar e ver que pode ser muito natural
Você é covarde demais!
Pra entender
O quanto é intenso!
Sei o que é o fel e o mel
Ao contrario do que pensaVocê!
(...)
Já provei do seu sangue em
Minha face
A dor já faz parte do total"

quarta-feira, março 14, 2007

O precisar...

“Para onde vai a minha vida, e quem a leva?
Por que faço eu sempre o que não queria?
Que destino contínuo se passa em mim na treva?
Que parte de mim, que eu desconheço, é que me guia?

O meu destino tem um sentido e tem um jeito,
A minha vida segue uma rota e uma escala,
Mas o consciente de mim é o esboço imperfeito
Daquilo que faço e que sou; não me iguala.

Não me compreendo nem no que, compreendo, faço.
Não atinjo o fim ao que faço pensando num fim.
É diferente do que é o prazer ou a dor que abraço.
Passo, mas comigo não passa um eu que há em mim.

Quem sou, senhor, na tua treva e no teu fumo?
Além da minha alma, que outra alma há na minha?
Porque me destes o sentimento de um rumo,
Se o rumo que busco não busco, se em mim nada caminha.

Se não com um uso não meu dos meus passos, senão
Como um destino escondido de mim nos meus atos?
Para que sou consciente se a consciência é uma ilusão?
Quem sou eu entre quê e os fatos?

Fechai-me os olhos, toldai-me a vista da alma!
Ó ilusões! Se eu nada sei de mim e da vida,
Ao menos goze esse nada, sem fé, mas com calma,
Ao menos durma viver, como uma praia esquecida...”

*Fernando Pessoa



sexta-feira, março 09, 2007

Conversas noturnas - PARTE I

-Cara, andei pensando hoje, to do saco cheio desse lance de pós-modernidade e tals...

-hahahaha....De saco cheio desse lance de pós-modernidade? Como assim?

-Pois é. Essa coisa toda de ficar criticando tudo, de tentar achar um erro pra tudo, e mais um monte de coisas do tipo...

-Entendi. Mas o que isso tudo tem a ver com “pós-modernidade”?

-Sei lá! Essa coisa toda de tentar ser moderno, de ficar sempre buscando justificativas para legitimar seus atos e coisas do tipo.

-Te confesso que não to entendendo nada. Pra falar verdade, não acho que isso tenha algo a ver com pós-modernidade...

-Ahhh...Que seja! Não importa, é apenas um nome que eu estou dando pra essa palhaçada toda.

-“Palhaçada”? Isso é a vida, meu caro...

-Tudo bem, então é tudo uma grande palhaçada.

-Olha, você não pode pensar assim, se ficar nessa, vai acabar negativando um monte de coisas na sua vida.

-É, eu sei.

-Não parece.

-Pooo. Pensa comigo, a gente passa grande parte da vida fazendo as coisas para os outros e no final das contas a gente se esquece de fazer as coisas por nós mesmos...

-Não é bem assim, a gente faz várias coisas pra gente sim. Ou será que você está sentado aqui por algum motivo alheio à sua vontade?

-Não sei. Talvez. É o mal de ter que criticar e buscar sentido para as nossas condutas.

-Olha, eu já to bêbado, e você também deve estar...Olha o nosso papo, porra! Hehehe

-É....Eu devo estar mesmo, aliás, eu estouuuu, porra!!!

-Okay, vamos pagar logo essa conta e dar linha daqui, porque hoje não sexta e nem sábado, e muito menos um feriado qualquer...

-Tá certo. Deixa isso pra outro dia...

-Hehehehe...O velho bordão...Tava sentindo falta dessa sua frase!

-Não fóde.

quinta-feira, março 08, 2007

Sofia

Bom, não poderia deixar de prestar uma homenagem à Sofia!!! Aliás, eu já deveria ter feito isso há muito tempo...

"Diz que não é tarde
Diz que não vai começar a dizer que já vai
Comece uma frase e eu te digo outra vez mais:"Tudo bem... Tanto faz..."

Diz pra mim que vais estar lá
sempre pra me segurar, se eu deixar que,me atires rumo ao céu
Me diz, que eu vou acreditar e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez
não vou pensar se amanhã a certeza será talvez.

Há tanto medo agora que vamos ver o que restou
após a tempestade...Tanto se fez perder...
E é tão errado escolher o deserto pra ancorar nossas pernas.

Não permitas que a solidão me seja o fim ao gritar por teu nome.
Diz que eu vou guardar-te sempre em meu rosto este mesmo olhar e nem vou pensar se me chamar pra fugir contigo outra vez não vou pensar se amanhãa certeza será talvez.

Comece uma frase Sofia, qual aquelas que acendiam estrelas
Me deixa uma vez mais encantado pela voz que vence madrugadas.
Ah, sofrer em teus braços seria o meu prazer e viver em mil pedaços seria tudo pra mim..."

terça-feira, março 06, 2007

Satisfação Maldosa

“É importantantíssimo. Diz coisas importantes. Tem amigos importantes (...) Considera-se indispensável, É indispensável. O enterro será amanhã, às 14h30...”

terça-feira, fevereiro 27, 2007

"O grande mentecapto"

Olha só aquele sujeito, parece um ser incompleto, inacabado e que passa a vida a espera de algo. Até parece que leva a vida de uma forma provisória, como se estivesse esperando por algum grande advento.

Parece que ele gasta muito tempo pensando sobre isso, poderíamos chamá-lo de um “romântico-idealizador”, onde o que parece importar é passar pela dor da ansiedade da busca, e não realmente alcançar o objetivo.

Todos olham para ele e não entendem o porquê daquilo tudo. Alguns até pensam que ele não busca absolutamente nada, tão somente quer se passar por um insano em meio essa tempestade mundana; já outros vêem com outros olhos, acham que ele se tortura demais pelas coisas e até o aconselham a levar a vida de uma forma mais simples, tal como faz a maioria. Mas, pelo visto, ele não faz muita questão de dar ouvidos aos outros.

É que ele construiu uma realidade tão sólida na sua mente que ficou quase impossível abandoná-la, ele já havia a incorporado à sua personalidade.

Seu passatempo principal era sorrir para os outros, dessa forma não teria que ouvir perguntas as quais não teria a menor vontade de respondê-las. E dessa forma, ele conseguia enganar algumas pessoas, outras não. Essas outras ele até que conversava pois tinham algum vínculo de confiança e ele sabia até onde poderia ir em determinados assuntos.

Ele havia mudado bastante nesses últimos tempos, parecia não se importar muito com as coisas e sempre arrumava as desculpas mais esfarrapadas do mundo para poder adiar suas decisões, e o fazia com maestria.

Convenhamos que ele nunca fora um dos mais otimistas, seus pensamentos nem sempre eram dos mais positivos, mudava de idéia como mudava de roupa, de fato era um ser inconstante. E, mesmo assim, não se preocupava em dar ouvidos às pessoas a quem realmente deveria, agia como se estivesse entregue às adversidades da vida, digo, parecia.

Enquanto não aparecia ninguém capaz de pará-lo, ele vinha gastando sua vida de várias formas, sem se importar, sendo egoísta ao extremo, como se estivesse esperando algo ou alguém.

Após um período de semi-reflexão, ele se olha no espelho e tem uma visão surreal: cabelos grandes, barba por fazer e pesadas olheiras. E percebe que antes ele nunca havia se importado com isso, ou mesmo até se importava, mas não o bastante para poder buscar uma mudança substancial; porém, agora parecia diferente, ele conseguiu enxergar uma das coisas mais importantes da sua vida:

Que ele havia perdido o principal amor da sua vida, o amor a si mesmo...

Fim de noite...

-Ei maluco, queria tanto entender os seres humanos...

-Como?

-Ah, ao menos saber o que se passa na cabeça deles e tals.

-Uai! Mas você é um extraterrestre?

-Sou humano, mas não estou falando de mim. To falando dos outros.

-E qual é a diferença?

-Várias, muitas, muitas diferenças mesmo, você nunca reparou?

-Cara, na boa, juro que não...

-Pior que tem, quer ver?

-Manda!

-Essa obsessão por buscar um amor, uma família e coisas desse tipo. Eu não tenho isso.

-Claro que tem, todo mundo tem!

-Não, eu não. Não passo minha vida inteira procurando coisas perfeitas e harmônicas como o amor.

-E os outros passam?

-Claro! Já viu alguém falar que não está a procura de alguém, namorada ou namorado?

-É verdade...Mas você não acha estranho ser assim?

-Assim como?

-Sei lá...Não querer ter ninguém do teu lado, você fica numa boa mesmo?

-Fico, tô te falando uai!

-Então ta. Esse é um ponto. Em que mais você acha que se difere dos outros?

-Humm...Eu também não me contento com as coisas assim que nem os outros, to chegando a conclusão que eu não gosto de nada mesmo. Pô, outro dia mesmo eu tava fazendo a maior força para listar CINCO coisas que eu gosto. Posso até ter achado algumas coisas, mas nada de interessante.

-Ah, mas você gosta de alguma coisa ao menos, não é tão ruim assim também né?!
-Ah, mas pode ter certeza que não é como a dos outros, eles ficam contentes com muito menos, e por muito mais coisas...

-Olha, sua filosofia é muito esquisita.

-A minha? Hahahhahahha Claro que não. A dos outros é que é.

-“A” dos outros? E por acaso é uma só para todo mundo?

-É! O pensamento humano é muito limitado, age de acordo com a maioria mesmo...

-Pára de viajar, qual é essa filosofia então?

-Ah...Esquece, deixa disso e vamos sair fora daqui.

-Mas pra onde?

-Sei lá...A cidade ta pegando fogo, vamos ver gente, divertir e tals...

-Por que isso agora?

-Para me sentir mais humano, só isso.

sábado, fevereiro 24, 2007

Volta das férias

Omarimbondo esteve de férias para poder esfriar a cabeça. Em breve, novas postagens!

Reparando o irreparável

Era manhã de terça-feira quando ele tomou uma decisão que mudaria toda a sua vida: “de hoje em diante serei uma pessoa mais egoísta”. E então ele contou para todos e espalhou a notícia, pensando que assim poderia resolver todos os seus problemas.

Mas é claro que todos ficaram boquiabertos com a decisão do jovem garoto. Logo ele que sempre foi cordial, pessoa em que poderia contar a qualquer momento, deixando de lado esse comportamento e passou a pensar apenas em si mesmo.

Tarde demais para voltar na decisão, ele estava de fato decidido nessa idéia. Para começar, foi acabando com todas as relações mantidas por “conveniência”. Foi deixando claro que não era mais um amigo e que certas pessoas não mais poderiam contar com ele. Teria agora meros colegas, não mais do que isso.

Usou de um tom áspero com alguns, pedindo para que sumissem de sua vida, pois não faziam a menor diferença e sua convivência já o irritava.

Mas o melhor de tudo foi aquele em que ele guardou para as pessoas que haviam sido egoístas com ele. Passou a usar de um meio bastante eficiente para se atingir alguém: Tornou-se um cara falso, capaz de fingir grande empatia por quem mais odiava. E na verdade, ele se divertia muito dando conselhos inúteis e aparentando preocupação com os problemas alheios.

Seguiu vivendo assim por longo tempo, vivia feliz dessa maneira, desprezando o mundo e por mais que tivesse perdido algumas pessoas, a sensação de conquista era mais latente. E ele não se importava.

Até que um dia, em uma conversa casual com uma garota, daquelas que só fazem sentido após você encerrá-las e ir para casa, e se perder no abismo que é pensar, ficou com uma frase latente na cabeça “as coisas não voltam atrás”. O que aquilo significava afinal?

Significava que desde o dia em que ele resolveu viver só para si, fora deixado muito de si mesmo ao longo do caminho...Sua identidade estava deformada, sua personalidade não era algo natural, mas fruto de uma (des)construção, nefasta (des)construção. E percebe que não mais seria o que antes fora. Nunca mais. Aquilo tudo havia deixado cicatrizes.

Daí ele percebe que não há muito mais o que fazer. Não vislumbra alguma mudança que lhe fará sentir melhor.

E aprendeu tarde demais o quanto precisava daqueles que considerava inferiores.